As informações têm caráter orientativo e não substituem consulta jurídica formal. Cada caso possui particularidades que devem ser analisadas individualmente por profissional habilitado.
Garcez Palha Advocacia | OAB/RJ 219.390 | CONPEJ/RJ | CRECI/RJ
Guia completo sobre prisão em flagrante: o que é, quando pode ocorrer, direitos do preso, procedimentos policiais, audiência de custódia, liberdade provisória e como um advogado pode ajudar.
Leonardo Palha
Advogado Criminalista

A prisão em flagrante é uma das formas mais comuns de privação de liberdade no Brasil. Diferentemente de outras modalidades de prisão, o flagrante não requer autorização judicial prévia — qualquer pessoa pode prender quem está cometendo um crime.
Entender como funciona a prisão em flagrante, quais são os direitos do preso, os procedimentos que devem ser seguidos pela polícia e como se defender é fundamental para todos os cidadãos, pois qualquer um pode, em tese, ser preso em flagrante, inclusive por erro.
Neste guia completo, vamos explicar tudo sobre prisão em flagrante: conceito, modalidades, procedimentos legais, audiência de custódia, direitos do preso, liberdade provisória, diferenças entre prisão em flagrante e prisão preventiva, e muito mais.
Prisão em flagrante é a captura imediata de quem está cometendo ou acabou de cometer uma infração penal. É uma medida cautelar prevista no Código de Processo Penal (CPP) que permite a privação da liberdade sem autorização judicial prévia.
Base legal:
Constituição Federal, art. 5º, LXI
Código de Processo Penal, arts. 301 a 310
Característica principal:
A prisão em flagrante não é uma pena, mas uma medida cautelar que visa:
✓ Interromper a prática criminosa
✓ Preservar provas do crime
✓ Garantir a aplicação da lei penal
✓ Proteger a sociedade
Após a prisão em flagrante, o juiz decidirá se mantém a prisão (convertendo-a em preventiva), concede liberdade provisória ou relaxa o flagrante.
O Código de Processo Penal estabelece quatro modalidades de flagrante:
Ocorre quando a pessoa é presa:
✓ Cometendo a infração penal (flagrante propriamente dito)
✓ Acabou de cometer a infração penal (flagrante impróprio ou quase-flagrante)
Exemplos:
Policial presencia furto em supermercado e prende o autor na hora
Pessoa é presa saindo correndo de um banco que acabou de assaltar
Art. 302, I e II do CPP:
"Considera-se em flagrante delito quem:
I - está cometendo a infração penal;
II - acaba de cometê-la"
A pessoa é presa logo depois de cometer o crime, sendo perseguida:
✓ Pela polícia
✓ Pela vítima
✓ Por qualquer pessoa
Requisitos:
Perseguição iniciada logo após o crime
Perseguição ininterrupta
Prisão em decorrência da perseguição
Exemplo:
Art. 302, III do CPP:
"III - é perseguido, logo após, pela autoridade, pelo ofendido ou por qualquer pessoa, em situação que faça presumir ser autor da infração"
Pessoa é presa logo depois, sendo encontrada com:
✓ Instrumentos do crime
✓ Objetos do crime
✓ Papéis que façam presumir ser autor
Exemplos:
Pessoa é abordada 20 minutos após roubo portando a bolsa da vítima
Indivíduo é encontrado com a TV furtada 1 hora após o crime
Art. 302, IV do CPP:
"IV - é encontrado, logo depois, com instrumentos, armas, objetos ou papéis que façam presumir ser ele autor da infração"
Importante: "Logo depois" geralmente significa poucas horas. Passar dias invalida o flagrante presumido.
Ocorre quando terceiros induzem alguém a cometer crime com o propósito de prendê-lo em flagrante.
Característica: O crime não se consuma por circunstâncias alheias à vontade do agente (impedido pelos próprios que induziram).
Súmula 145 do STF:
"Não há crime, quando a preparação do flagrante pela polícia torna impossível a sua consumação."
Exemplo:
Policial disfarçado oferece dinheiro para alguém vender droga
Pessoa aceita, vai buscar a droga e é presa
Resultado: Flagrante ilegal. A pessoa deve ser solta.
Diferente do preparado. Aqui a autoridade aguarda que o crime aconteça naturalmente, sem induzir.
Exemplo:
Polícia recebe denúncia de que traficante vende drogas em determinado local
Monta campana e aguarda
Quando o tráfico ocorre naturalmente, prende em flagrante
Resultado: Flagrante válido. A polícia apenas aguardou, não provocou o crime.
Ocorre quando a autoridade policial planta provas ou simula situação de flagrante contra pessoa inocente.
Exemplo:
Consequências:
Crime de abuso de autoridade (Lei 13.869/2019)
Crime de denunciação caluniosa
Flagrante ilegal
Responsabilização civil e criminal do policial
Dever: Policiais devem prender quem está em flagrante delito.
Art. 301 do CPP:
"Qualquer do povo poderá e as autoridades policiais e seus agentes deverão prender quem quer que seja encontrado em flagrante delito."
Cidadãos comuns podem (faculdade) prender em flagrante, mas:
✓ Devem entregar imediatamente à autoridade policial
✓ Não podem agredir ou humilhar o preso
✓ Respondem por excessos cometidos
Atenção: Não é recomendável que civis façam prisões, pois podem:
Prender pessoa errada (falso flagrante)
Sofrer agressões do criminoso
Responder por cárcere privado se a prisão for ilegal
Podem prender em flagrante dentro de suas atribuições de proteção de bens e instalações municipais.
Podem deter em flagrante, mas devem chamar a polícia imediatamente. Não têm poder de conduzir à delegacia por conta própria.
A prisão em flagrante segue rito específico previsto no CPP:
A pessoa é detida no momento ou logo após o crime.
Direitos neste momento:
✓ Não ser agredida ou torturada
✓ Receber informação sobre seus direitos
✓ Permanecer em silêncio
✓ Não produzir prova contra si mesma
O preso deve ser levado imediatamente à delegacia de polícia mais próxima.
Prazos:
Não há prazo fixo na lei
STJ entende que deve ser "imediatamente"
Atrasos injustificados podem caracterizar constrangimento ilegal
Atenção: Condução violenta, com agressões ou humilhações, é crime de tortura e abuso de autoridade.
Na delegacia, o delegado realiza os seguintes atos:
a) Oitiva do Condutor (quem fez a prisão)
b) Oitiva de Testemunhas (se houver)
Mínimo de 2 testemunhas, preferencialmente
Se não houver, pode-se usar apenas o condutor
c) Interrogatório do Preso
Qualificação (nome, documentos, endereço)
Perguntas sobre o fato
O preso pode permanecer em silêncio
d) Exame de Corpo de Delito
Verificação de lesões no preso
Verificação de lesões na vítima (se houver)
e) Juntada de Objetos
f) Comunicações Obrigatórias
Família do preso
Defensoria Pública (se não tiver advogado)
Juiz competente
g) Nota de Culpa
Documento entregue ao preso informando:
Motivo da prisão
Nome do condutor
Nome das testemunhas
Prazo: A lavratura deve ocorrer em até 24 horas após a prisão.
Após lavrar o flagrante, o preso é recolhido à carceragem ou cadeia pública.
Direitos:
✓ Cela com condições mínimas de higiene
✓ Separação de presos provisórios e condenados
✓ Acesso à alimentação
✓ Atendimento médico se necessário
✓ Comunicação com advogado e família
O delegado envia o Auto de Prisão em Flagrante ao juiz imediatamente.
Prazo: Dentro das 24 horas.
Dentro de 24 horas após a prisão, o preso deve ser apresentado pessoalmente ao juiz na Audiência de Custódia.
Após a audiência de custódia, o juiz decidirá:
✓ Relaxar o flagrante (se ilegal)
✓ Converter em prisão preventiva (se preenchidos os requisitos)
✓ Conceder liberdade provisória (com ou sem medidas cautelares)
A audiência de custódia é uma garantia fundamental do preso, prevista em tratados internacionais e pela Resolução 213/2015 do CNJ.
Até 24 horas após a prisão, o preso deve ser apresentado pessoalmente ao juiz.
Importante: O prazo é contado da prisão, não da lavratura do flagrante.
1. Apresentação do preso ao juiz
O preso é levado pessoalmente ao fórum.
2. Verificação de legalidade da prisão
O juiz analisa:
Se a prisão foi legal (houve flagrante real?)
Se houve violência, tortura ou maus-tratos
Condições da prisão
3. Necessidade de prisão preventiva
O juiz avalia se é necessário manter a prisão ou se pode conceder liberdade provisória.
4. Manifestações
Ministério Público se manifesta (geralmente pelo prosseguimento da prisão)
Defesa se manifesta (advogado ou defensor público)
Preso pode se manifestar
5. Decisão do juiz
Três possibilidades:
a) Relaxamento do flagrante
Quando a prisão é ilegal
Preso é solto imediatamente
Exemplos: flagrante forjado, flagrante preparado, ausência de crime
b) Conversão em prisão preventiva
Quando preenchidos os requisitos do art. 312 do CPP
Preso permanece preso aguardando julgamento
Requisitos:
Prova da existência do crime (materialidade)
Indícios de autoria
Garantia da ordem pública, econômica, instrução criminal ou aplicação da lei
Crime doloso com pena máxima superior a 4 anos
c) Liberdade provisória
Preso é solto, mas responde ao processo em liberdade
Pode ser com ou sem medidas cautelares:
Comparecimento mensal em juízo
Proibição de se ausentar da comarca
Proibição de se aproximar da vítima
Proibição de frequentar determinados lugares
Entrega do passaporte
Monitoramento eletrônico (tornozeleira)
✓ Estar acompanhado de advogado (ou defensor público)
✓ Relatar violências sofridas durante a prisão
✓ Requerer liberdade provisória
✓ Permanecer em silêncio
✓ Falar com o juiz sobre sua versão dos fatos
Se o preso não for apresentado ao juiz em 24 horas:
✓ A prisão se torna ilegal
✓ Cabe habeas corpus para soltura imediata
✓ Autoridade responsável pode responder por crime de abuso de autoridade
A Constituição Federal e o Código de Processo Penal garantem diversos direitos ao preso:
✓ Permanecer em silêncio sem que isso seja interpretado contra si
✓ Assistência de advogado (particular ou Defensoria Pública)
✓ Comunicação à família imediatamente após a prisão
✓ Integridade física e moral (proibição de tortura e maus-tratos)
✓ Exame de corpo de delito para verificar lesões
✓ Receber nota de culpa informando motivo da prisão
✓ Audiência de custódia em até 24 horas
Art. 5º, LXIII da CF:
"O preso será informado de seus direitos, entre os quais o de permanecer calado, sendo-lhe assegurada a assistência da família e de advogado."
Importante:
Silêncio não pode ser interpretado como confissão
Silêncio não prejudica a defesa
Preso pode falar apenas na presença do advogado
Nemo tenetur se detegere (ninguém é obrigado a produzir prova contra si mesmo)
✓ Não é obrigado a responder perguntas
✓ Não é obrigado a indicar corréus
✓ Não é obrigado a reconstituir o crime
✓ Não é obrigado a participar de reconhecimento pessoal
Desde o momento da prisão, o preso tem direito a:
✓ Comunicar-se reservadamente com advogado
✓ Receber atendimento da Defensoria Pública (se não puder contratar)
✓ Ter advogado presente no interrogatório
✓ Ter advogado na audiência de custódia
Importante: A presença de advogado não é requisito de validade do flagrante, mas é altamente recomendável.
✓ Proibição de tortura (crime inafiançável e imprescritível)
✓ Proibição de tratamento desumano ou degradante
✓ Proibição de violência durante a prisão ou na delegacia
✓ Direito a atendimento médico se necessário
✓ Cela com condições mínimas de higiene e espaço
Lei de Tortura (Lei 9.455/97):
Qualquer violência física ou psicológica para obter confissão ou informação é crime de tortura.
Liberdade provisória é a soltura do preso após o flagrante, permitindo que responda ao processo em liberdade.
A liberdade provisória pode ser concedida em praticamente todos os crimes, salvo exceções:
Crimes que NÃO admitem liberdade provisória:
✗ Racismo
✗ Tortura
✗ Tráfico ilícito de entorpecentes (via de regra, salvo traficância privilegiada)
✗ Terrorismo
✗ Crimes hediondos (homicídio qualificado, latrocínio, extorsão mediante sequestro, etc.)
Importante: Mesmo nesses crimes, é possível pedir relaxamento do flagrante (se ilegal) ou revogação da prisão preventiva.
1. Liberdade provisória sem fiança
Concedida automaticamente se:
Pena máxima não superior a 4 anos, E
Não houver requisitos para prisão preventiva
2. Liberdade provisória com fiança
Juiz fixa valor de fiança como condição para soltura:
Valores da fiança (2025):
Mínimo: 1 salário mínimo (R$ 1.412,00)
Máximo: variável conforme situação econômica do preso
3. Liberdade provisória com medidas cautelares
Preso é solto, mas deve cumprir condições:
Comparecimento mensal em juízo
Proibição de se ausentar da comarca
Proibição de contato com vítima/testemunhas
Entrega do passaporte
Monitoramento eletrônico
1. Na audiência de custódia
Advogado ou defensor público requer ao juiz.
2. Por petição
Se não houver audiência de custódia ou se foi negada, pode-se peticionar ao juiz.
3. Por habeas corpus
Medida judicial específica para questionar prisão ilegal.
Após a audiência de custódia, se o juiz entender necessário, pode converter o flagrante em prisão preventiva.
Requisitos formais:
✓ Prova da existência do crime (materialidade)
✓ Indícios suficientes de autoria
Requisitos materiais (pelo menos um):
✓ Garantia da ordem pública (evitar reiteração criminosa)
✓ Garantia da ordem econômica
✓ Conveniência da instrução criminal (evitar destruição de provas, intimidação de testemunhas)
✓ Assegurar aplicação da lei penal (evitar fuga)
Requisito adicional:
✓ Crime doloso com pena máxima superior a 4 anos
| Prisão em Flagrante | Prisão Preventiva |
|---|---|
| Não precisa de ordem judicial | Precisa de ordem judicial |
| Ocorre no momento do crime | Pode ocorrer a qualquer tempo |
| Qualquer pessoa pode fazer | Só autoridade judicial decreta |
| Provisória até audiência de custódia | Pode durar meses/anos (até julgamento) |
| Automática ao flagrar o crime | Requer demonstração dos requisitos |
Não há prazo fixo na lei brasileira, mas:
✓ STF entende que deve ser razoável
✓ Excesso de prazo gera direito à liberdade
✓ Prazos da instrução criminal devem ser respeitados
Parâmetros:
Júri: prazo máximo de 90 dias (prorrogável)
Réu preso: instrução deve ser concluída em 60 dias (prorrogável por mais 60)
Relaxar o flagrante significa declará-lo ilegal e determinar a soltura imediata do preso.
✓ Flagrante forjado (policial plantou provas)
✓ Flagrante preparado (crime de ensaio)
✓ Ausência de flagrante (prisão ocorreu horas/dias depois sem perseguição)
✓ Fato não constitui crime (por exemplo, legítima defesa)
✓ Ausência de tipicidade (conduta não é crime)
✓ Erro na lavratura do APF (vícios graves)
✓ Excesso de prazo para apresentação ao juiz
✓ Tortura ou violência durante a prisão
1. Na audiência de custódia
Advogado/defensor aponta ilegalidade e requer relaxamento.
2. Por habeas corpus
Remédio constitucional contra prisão ilegal.
Pode ser impetrado por qualquer pessoa
Não precisa de advogado (mas é recomendável)
Juiz decide em 24-48h (casos urgentes)
3. Por petição
Defesa apresenta petição ao juiz solicitando relaxamento.
Habeas corpus é uma ação constitucional para combater prisão ilegal ou ameaça à liberdade de locomoção.
✓ Prisão ilegal
✓ Constrangimento ilegal à liberdade
✓ Ameaça de constrangimento ilegal
✓ Excesso de prazo
✓ Falta de fundamentação da prisão preventiva
✓ Ausência de requisitos para prisão
1. Habeas corpus preventivo
Quando há ameaça de prisão ilegal (antes de acontecer).
2. Habeas corpus liberatório
Quando a prisão já ocorreu e é ilegal.
3. Habeas corpus de ofício
Juiz concede sem pedido, ao identificar ilegalidade.
1. Petição
Qualquer pessoa pode impetrar, mas advogado é altamente recomendável.
2. Liminar
Juiz pode conceder liminar (decisão imediata) se urgente.
3. Informações
Autoridade coatora (delegado, juiz, promotor) presta informações.
4. Parecer do MP
Ministério Público se manifesta.
5. Julgamento
Juiz decide:
Concede (preso é solto)
Denega (mantém prisão)
Prazo: Deve ser julgado rapidamente (24-72h em casos urgentes).
✓ Habeas corpus é gratuito
✓ Não paga custas processuais
✓ Mas pode precisar contratar advogado (honorários variáveis)
Problema: Policial agride, humilha ou tortura o preso.
Consequências:
Crime de tortura e abuso de autoridade
Relaxamento do flagrante
Indenização ao preso
Responsabilização criminal do policial
O que fazer:
Solicitar exame de corpo de delito
Relatar na audiência de custódia
Registrar boletim de ocorrência contra o policial
Processar civilmente por danos morais
Problema: Preso fica horas/dias na delegacia sem que o flagrante seja lavrado.
Consequência: Constrangimento ilegal — cabe habeas corpus.
Prazo: Lavratura em até 24 horas.
Problema: Delegado não comunica família/advogado da prisão.
Consequência: Ilegalidade — pode ensejar relaxamento.
Direito: Comunicação imediata.
Problema: Delegado ou carcereiro impede advogado de falar com preso.
Consequência: Crime de abuso de autoridade (Lei 13.869/2019).
Direito: Advogado pode se comunicar reservadamente com preso a qualquer tempo.
Problema: Preso não é apresentado ao juiz em 24 horas.
Consequência: Ilegalidade — cabe habeas corpus para relaxamento.
Problema: Preso confessa sob tortura ou ameaça.
Consequência:
Confissão nula (não vale como prova)
Crime de tortura
Relaxamento do flagrante
Problema: Prisão em flagrante de crime com pena máxima até 2 anos.
Regra: Lei 9.099/95 (Juizados Especiais) determina que não deve haver prisão nessas hipóteses, mas lavratura de Termo Circunstanciado.
Exemplos:
Lesão corporal leve
Ameaça
Perturbação da tranquilidade
Vias de fato
Se houver prisão: Ilegal — cabe relaxamento.
A atuação de um advogado experiente logo após a prisão em flagrante pode fazer toda a diferença entre ficar preso ou responder ao processo em liberdade.
1. Acompanhamento na delegacia
Orientar o preso sobre direito ao silêncio
Verificar legalidade da prisão
Fiscalizar lavratura do flagrante
Evitar confissões induzidas
Solicitar exame de corpo de delito
2. Análise de legalidade do flagrante
Identificar vícios formais ou materiais
Verificar se houve tortura ou constrangimento
Avaliar se o fato constitui crime
Checar se a prisão ocorreu nas hipóteses legais
3. Preparação para audiência de custódia
Elaborar tese de defesa
Reunir documentos favoráveis (antecedentes, trabalho, família)
Orientar o preso sobre o que dizer
Requerer liberdade provisória ou relaxamento
1. Relaxamento do flagrante
Demonstrar ilegalidade e requerer soltura imediata.
2. Liberdade provisória
Argumentar ausência de requisitos para prisão preventiva.
3. Medidas cautelares alternativas
Propor monitoramento eletrônico, comparecimento mensal, etc.
4. Redução de fiança
Se houver fiança alta, requerer diminuição.
1. Se prisão preventiva foi decretada:
Interpor habeas corpus
Requerer revogação da preventiva
Juntar documentos que demonstrem ausência de perigo
2. Se liberdade provisória foi concedida:
Orientar sobre cumprimento das medidas cautelares
Preparar defesa no processo criminal
3. Se houve relaxamento:
✓ Maior chance de liberdade provisória
✓ Evitar confissões prejudiciais
✓ Identificar ilegalidades rapidamente
✓ Preservar provas favoráveis
✓ Redução de danos (menos tempo preso)
✓ Preparação adequada da defesa desde o início
Estatísticas: Presos acompanhados por advogado na audiência de custódia têm 70% mais chances de obter liberdade provisória.
Sim, qualquer crime admite prisão em flagrante se o autor for surpreendido cometendo ou logo após cometer. Mas crimes de menor potencial ofensivo (pena máxima até 2 anos) geralmente não resultam em prisão, apenas em Termo Circunstanciado.
O flagrante dura até a audiência de custódia (24 horas). Após, o juiz decidirá: liberdade provisória, relaxamento ou conversão em prisão preventiva.
Depende. O delegado pode arbitrar fiança apenas em crimes com pena máxima até 4 anos. Nos demais casos, só o juiz pode fixar fiança.
Não. Você tem direito constitucional ao silêncio. Não é obrigado a responder nada. O silêncio não pode ser interpretado contra você.
Sim. A delegacia deve permitir que você faça uma ligação para comunicar sua família ou advogado sobre a prisão.
Você deve:
Solicitar exame de corpo de delito imediatamente
Relatar na audiência de custódia
Fazer boletim de ocorrência contra os policiais
Processar por danos morais e materiais
Agressão durante prisão é crime de tortura e abuso de autoridade.
Sim. Se posteriormente for descoberta ilegalidade, cabe habeas corpus a qualquer tempo para relaxar a prisão.
Não. Antecedente criminal só surge após condenação transitada em julgado. Prisão em flagrante (mesmo convertida em preventiva) não gera antecedentes.
Via de regra, sim, mas a polícia precisa de mandado de busca ou de uma das situações excepcionais do art. 5º, XI da CF:
Flagrante delito
Desastre
Socorro
Prisão em flagrante na residência sem uma dessas hipóteses é ilegal.
Não há "registro de prisão em flagrante". O que pode constar é:
Inquérito policial em andamento (consulta da polícia)
Processo criminal (consulta do judiciário)
Condenação transitada em julgado (antecedente criminal)
Sim. Cabem:
Habeas corpus
Recurso em Sentido Estrito (contra decisões específicas)
Agravo em execução
Se a prisão foi legal (havia realmente flagrante), mas você foi inocentado no processo, não cabe indenização por erro judiciário, salvo se houve má-fé ou erro grosseiro.
Se a prisão foi ilegal desde o início, cabe indenização por danos morais e materiais.
Varia muito:
Processo sumário (juizado): 3 a 12 meses
Processo comum: 1 a 3 anos
Tribunal do Júri: 2 a 5 anos
Sim. Liberdade provisória permite trabalho, estudo e vida normal, desde que cumpridas as medidas cautelares impostas (se houver).
Juiz pode:
Substituir por medida mais grave (monitoramento, por exemplo)
Decretar prisão preventiva
Agravar a situação no processo
Se você ou um familiar foi preso em flagrante, é fundamental contar com assistência jurídica especializada imediatamente. As primeiras horas são cruciais para garantir a liberdade e preservar direitos.
Atendimento emergencial 24 horas:
✓ Atendimento imediato em casos de prisão em flagrante
✓ Ida à delegacia para acompanhar lavratura do flagrante
✓ Orientação sobre direitos do preso
✓ Fiscalização do cumprimento dos procedimentos legais
Audiência de custódia:
✓ Preparação completa da defesa
✓ Acompanhamento na audiência
✓ Requerimento de relaxamento ou liberdade provisória
✓ Apresentação de documentação favorável
✓ Negociação de medidas cautelares alternativas
Habeas corpus:
✓ Análise da legalidade da prisão
✓ Elaboração e protocolo de habeas corpus
✓ Acompanhamento até julgamento
✓ Recursos se necessário
Defesa no processo criminal:
✓ Acompanhamento de todas as fases do processo
✓ Produção de provas favoráveis
✓ Defesa preliminar e alegações finais
✓ Recursos contra decisões desfavoráveis
✓ Busca da absolvição ou desclassificação
Revisão de prisão preventiva:
✓ Petições periódicas para revogação
✓ Juntada de novos documentos
✓ Demonstração de ausência de requisitos
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— Leonardo Palha
Advogado Criminalista (OAB/RJ 219.390)
Garcez Palha Advocacia e Perícias
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